Cardalis (benazepril hydrochloride /spironolactone) – Folheto informativo - QC09BA07

Updated on site: 08-Feb-2018

Nome do medicamento: Cardalis
ATC: QC09BA07
Substância: benazepril hydrochloride /spironolactone
Fabricante: Ceva Santé Animale

Conteúdo do Artigo

FOLHETO INFORMATIVO

Cardalis 2,5 mg/20 mg comprimidos mastigáveis para cães

Cardalis 5 mg/40 mg comprimidos mastigáveis para cães

Cardalis 10 mg/80 mg comprimidos mastigáveis para cães

1.NOME E ENDEREÇO DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO E DO TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE FABRICO RESPONSÁVEL PELA LIBERTAÇÃO DO LOTE, SE FOREM DIFERENTES

Titular da autorização de introdução no mercado: Ceva Santé Animale

10, av. de La Ballastière 33500 Libourne

França

Fabricantes responsáveis pela libertação dos lotes: Ceva Santé Animale

Z.I. Très le Bois 22600 Loudéac França

Catalent Germany Schorndorf GmbH

Steinbeisstrasse 2

D-73614 Schorndorf

Alemanha

2.NOME DO MEDICAMENTO VETERINÁRIO

Cardalis 2,5 mg/20 mg comprimidos mastigáveis para cães

Cloridrato de benazepril 2,5 mg, espironolactona 20 mg

Cardalis 5 mg/40 mg comprimidos mastigáveis para cães

Cloridrato de benazepril 5 mg, espironolactona 40 mg

Cardalis 10 mg/80 mg comprimidos mastigáveis para cães

Cloridrato de benazepril 10 mg, espironolactona 80 mg

3.DESCRIÇÃO DA(S) SUBSTÂNCIA(S) ATIVA(S) E OUTRA(S) SUBSTÂNCIA(S)

Cada comprimido mastigável contém:

 

Cloridrato de

Espironolactona

 

benazepril (HCL)

 

Cardalis 2,5 mg/20 mg comprimidos

2,5 mg

20 mg

Cardalis 5 mg/40 mg comprimidos

5 mg

40 mg

Cardalis 10 mg/80 mg comprimidos

10 mg

80 mg

Os comprimidos são de cor castanha, palatáveis, formato oblongo com uma linha de quebra central e mastigáveis.

4.INDICAÇÃO

Para o tratamento da insuficiência cardíaca congestiva provocada por doença degenerativa crónica valvular em cães (com suporte diurético, consoante o caso).

5.CONTRAINDICAÇÕES

Não administrar durante a gestação e lactação (ver secção “Gestação e lactação”). Não administrar a cães usados ou que se destinem a ser usados para reprodução.

Não administrar a cães que sofram de hipoadrenocorticismo, hipercaliemia ou hiponatremia.

Não administrar em conjunto com anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) a cães com insuficiência renal.

Não administrar em caso de hipersensibilidade aos inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (inibidores da ECA) ou a algum dos excipientes.

Não administrar em casos de insuficiência de débito cardíaco devido a estenose pulmonar ou aórtica.

6.REAÇÕES ADVERSAS

Vómito foi reportado muito raramente, em relatos espontâneos.

A frequência dos eventos adversos é definida utilizando a seguinte convenção:

-Muito comum (mais de 1 em 10 animais tratados apresentando evento(s) adverso(s))

-Frequente (mais de 1 mas menos de 10 animais em 100 animais tratados)

-Pouco frequentes (mais de 1 mas menos de 10 animais em 1.000 animais tratados)

-Raros (mais de 1 mas menos de 10 animais em 10.000 animais)

-Muito rara (menos de 1 animal em 10.000 animais tratados, incluindo relatos isolados)

Caso detete quaisquer efeitos mencionados neste folheto ou outros efeitos mesmo que não mencionados, informe o seu médico veterinário.

7.ESPÉCIES-ALVO

Caninos (Cães).

8.DOSAGEM EM FUNÇÃO DA ESPÉCIE, VIA(S) E MODO DE ADMINISTRAÇÃO

Este medicamento veterinário, uma combinação de dose fixa, deve apenas ser administrado em cães que requerem a administração concomitante de ambas as substâncias ativas com esta dose fixa.

Via oral.

Os comprimidos mastigáveis devem ser administrados ao animal uma vez por dia, na dose de 0,25 mg/kg de peso corporal (p.c.) de cloridrato de benazepril (HCL) e 2 mg/kg de peso corporal de espironolactona, de acordo com a tabela posológica seguinte.

Peso corporal

Dosagem e número de comprimidos a serem administrados:

(kg) do cão

 

 

 

 

Cardalis

Cardalis

Cardalis

 

2,5 mg/20 mg

5 mg/40 mg

10 mg/80 mg

 

comprimidos

comprimidos

comprimidos

 

mastigáveis

mastigáveis

mastigáveis

2,5 - 5

½

 

 

5 - 10

 

 

10 - 20

 

 

20 - 40

 

 

40 - 60

 

 

1 + ½

60 - 80

 

 

9.INSTRUÇÕES COM VISTA A UMA UTILIZAÇÃO CORRETA

Os comprimidos devem ser administrados com o alimento, quer misturado com uma pequena quantidade de alimento oferecido ao cão imediatamente antes da refeição principal, ou com a própria refeição. Os comprimidos contêm aroma artificial de carne de vaca para melhorar a palatabilidade, e num ensaio de campo realizado em cães com doença degenerativa crónica valvular os comprimidos foram voluntaria e totalmente consumidos em 92% do tempo quando oferecidos com ou sem alimento.

10.INTERVALO(S) DE SEGURANÇA

Não aplicável.

11.PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE CONSERVAÇÃO

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Este medicamento veterinário não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não administrar este medicamento veterinário depois de expirado o prazo de validade indicado no frasco.

Prazo de validade após a primeira abertura do frasco: 6 meses.

12.ADVERTÊNCIA(S) ESPECIAL(AIS)

Precauções especiais para utilização em animais

A função renal e os níveis plasmáticos de potássio devem ser avaliados antes de se iniciar o tratamento com cloridrato de benazepril e espironolactona, especialmente em cães que possam sofrer de hipoadrenocorticismo, hipercaliemia ou hiponatremia. Ao contrário dos humanos, não foi observado aumento da incidência de hipercaliemia durante os ensaios clínicos efetuados em cães com esta combinação. Contudo, em cães com disfunção renal, recomenda-se a monitorização regular da função renal e dos níveis de potássio plasmáticos, uma vez que pode haver um aumento do risco de hipercaliemia durante o tratamento com este medicamento veterinário.

Uma vez que a espironolactona tem um efeito antiandrogénico, não é recomendada a administração do medicamento veterinário a cães em crescimento.

No estudo de segurança na espécie-alvo na dose recomendada, foi observada uma atrofia reversível da próstata em cães machos inteiros tratados com espironolactona.

Como a espironolactona sofre uma biotransformação hepática extensa, o medicamento veterinário deve ser administrado com precaução no tratamento de cães com disfunção hepática.

Precauções especiais que devem ser tomadas pela pessoa que administra o medicamento aos animais As pessoas com hipersensibilidade conhecida a espironolactona ou benazepril devem evitar o contacto com o medicamento veterinário.

As mulheres grávidas devem ter especial cuidado para evitar a exposição oral acidental porque sabe-se que os inibidores da ECA afetam o feto durante a gestação em humanos.

A ingestão acidental, particularmente por crianças, pode conduzir a eventos adversos como sonolência, náuseas, vómitos e diarreia, e erupções cutâneas.

Em caso de ingestão acidental, dirija-se imediatamente a um médico e mostre-lhe o folheto informativo ou o rótulo.

Lavar as mãos após a administração.

Gestação e lactação

Não administrar durante a gestação e lactação. Efeitos embriotóxicos (malformação do trato urinário fetal) foram observados em ensaios de benazepril (sob a forma de cloridrato) com animais de laboratório (ratos) com doses maternalmente não tóxicas.

Interações medicamentosas e outras formas de interação

A furosemida tem sido administrada em conjunto com esta combinação de benazepril (cloridrato) e espironolactona em cães com insuficiência cardíaca, sem evidência clínica de interações adversas. A administração concomitante deste medicamento veterinário com outros agentes anti-hipertensivos (por ex. bloqueadores dos canais de cálcio, bloqueadores-β ou diuréticos), anestésicos ou sedativos pode potencialmente levar a efeitos hipotensores aditivos.

A administração concomitante deste medicamento veterinário com outros tratamentos poupadores de potássio (como bloqueadores-β, bloqueadores dos canais de cálcio, bloqueadores dos recetores da angiotensina) pode potencialmente levar a hipercaliemia (ver secção “Precauções especiais para utilização em animais”).

A administração concomitante de AINEs com este medicamento veterinário pode reduzir o seu efeito anti-hipertensivo, o seu efeito natriurético e aumentar o nível de potássio plasmático. Como tal, os cães tratados concomitantemente com um AINE devem ser cuidadosamente monitorizados e corretamente hidratados.

A administração de deoxicorticosterona com este medicamento veterinário pode conduzir a uma redução moderada dos efeitos natriuréticos (redução da excreção urinária de sódio) da espironolactona. A espironolactona reduz a eliminação da digoxina, aumentando assim a concentração da digoxina no plasma. Como o índice terapêutico da digoxina é muito estreito, é aconselhável monitorizar atentamente os cães que recebam simultaneamente digoxina e a combinação de benazepril (cloridrato) e espironolactona.

A espironolactona pode provocar indução e inibição das enzimas do citocromo P450 e pode, por isso, afetar o metabolismo de outras substâncias que utilizem esta via metabólica. Portanto, o medicamento veterinário deve ser utilizado com precaução com outros medicamentos veterinários que induzam, inibam ou que sejam metabolizados por estas enzimas.

Sobredosagem (sintomas, procedimentos de emergência, antídotos)

Após administração de até 10 vezes a dose recomendada (2,5 mg/kg p.c. cloridrato de benazepril,

20 mg/kg p.c. espironolactona) a cães saudáveis, foram observados efeitos adversos dose-dependentes (ver secção “Reações adversas”).

A administração de sobredosagem diária em cães saudáveis, isto é, 6 vezes (1,5 mg/kg p.c. cloridrato de benazepril e 12 mg/kg p.c. espironolactona) e 10 vezes (2,5 mg/kg p.c cloridrato de benazepril e 20 mg/kg p.c espironolactona) a dose recomendada, levou a uma ligeira diminuição relacionada com a dose da massa das células vermelhas. No entanto, esta diminuição muito ligeira foi transitória, sendo que a massa de células vermelhas permaneceu dentro do intervalo normal, e o resultado não foi

considerado de importância clínica. Também foi observada com doses 3 vezes e superiores a dose recomendada uma hipertrofia fisiológica compensatória da zona glomerulosa das glândulas suprarrenais, relacionada com a dose, mas moderada. Esta hipertrofia não parece estar relacionada com qualquer patologia e foi observado ser reversível com a descontinuação do tratamento.

No caso de ingestão massiva acidental por um cão de comprimidos mastigáveis Cardalis, não há antídoto específico ou tratamento. Recomenda-se, por isso, induzir o vómito e, de seguida, realizar lavagem gástrica (dependendo de avaliação do risco) e monitorização dos eletrólitos. Também deve efetuar-se tratamento sintomático, p.e. fluidoterapia.

13.PRECAUÇÕES ESPECIAIS DE ELIMINAÇÃO DO MEDICAMENTO NÃO UTILIZADO OU DOS SEUS RESÍDUOS, SE FOR CASO DISSO

Pergunte ao seu médico veterinário como deve eliminar os medicamentos que já não sejam necessários. Estas medidas devem contribuir para a proteção do ambiente.

14.DATA DA ÚLTIMA APROVAÇÃO DO FOLHETO INFORMATIVO

Encontram-se disponíveis informações detalhadas sobre este medicamento veterinário no website da Agência Europeia de Medicamentos http://www.ema.europa.eu.

15.OUTRAS INFORMAÇÕES

Apresentações:

Os comprimidos estão embalados em frascos com 30 ou 90 comprimidos, e cada frasco é apresentado numa caixa de cartão exterior. Os frascos são equipados com tampas de segurança à prova de crianças.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Propriedades farmacodinâmicas

A espironolactona e os seus metabolitos ativos (incluindo a 7-α-tiometil-espironolactona e a canrenona) atuam como antagonistas específicos da aldosterona através da ligação competitiva ao recetor mineralocorticóide localizado nos rins, coração e vasos sanguíneos. No rim, a espironolactona inibe a retenção de sódio induzida pela aldosterona, conduzindo ao aumento do sódio e, subsequentemente, à excreção de água e retenção do potássio. A redução do volume extracelular resultante diminui a pré-carga cardíaca e a pressão atrial esquerda. O resultado é uma melhoria na função cardíaca. No sistema cardiovascular, a espironolactona evita os efeitos prejudiciais da aldosterona. Embora o mecanismo de ação exato não esteja ainda claramente definido, a aldosterona promove a fibrose miocárdica, a remodelação miocárdica e vascular e a disfunção endotelial. Em modelos experimentais em cães, foi demonstrado que a terapia de longa duração com um antagonista da aldosterona evita a disfunção ventricular esquerda progressiva e atenua a remodelação do ventrículo esquerdo em cães com insuficiência cardíaca crónica.

O cloridrato de benazepril é um pró-fármaco hidrolisado in vivo no seu metabolito ativo, o benazeprilato. O benazeprilato é um inibidor seletivo da enzima de conversão da angiotensina (ECA), altamente potente, prevenindo assim a conversão de angiotensina I inativa em angiotensina II ativa. Como tal, bloqueia os efeitos mediados pela angiotensina II, incluindo a vasoconstrição de artérias e veias, a retenção de sódio e água pelo rim.

O medicamento veterinário provoca uma inibição prolongada da atividade plasmática da ECA em cães, com mais de 95% da inibição no pico do efeito e uma atividade significativa (> 80%), que persiste nas 24 horas seguintes à sua administração.

A associação de espironolactona e benazepril é benéfica, pois ambas atuam sobre o sistema renina- angiotensina-aldosterona (SRAA), mas em níveis diferentes ao longo da cascata.

O benazepril, ao impedir a formação de angiotensina II, inibe os efeitos prejudiciais de vasoconstrição e estimulação da libertação de aldosterona. No entanto, a libertação de aldosterona não é totalmente controlada pelos inibidores da ECA, porque a angiotensina-II também é produzida por vias não-ECA

como a quimase (fenómeno conhecido como "escape da aldosterona"). A secreção de aldosterona também pode ser estimulada por outros fatores que não a angiotensina II, nomeadamente aumento de K+ ou ACTH. Portanto, para obter uma inibição mais completa dos efeitos deletérios resultantes da hiperatividade do SRAA que ocorre com a insuficiência cardíaca, recomenda-se a utilização de antagonistas da aldosterona, tais como espironolactona, concomitantemente com inibidores da ECA para bloquear especificamente a atividade da aldosterona (independentemente da fonte), através de antagonismo competitivo nos recetores mineralocorticóides. Estudos clínicos que investigaram o tempo de sobrevivência demonstraram que a combinação de dose fixa aumenta a expectativa de vida em cães com insuficiência cardíaca congestiva, com uma redução de 89% no risco relativo de mortalidade cardíaca avaliada em cães tratados com a espironolactona em combinação com benazepril (HCL) em comparação com os cães tratados com benazepril (HCL) em isolado (a mortalidade foi classificada como morte ou eutanásia, devidas à insuficiência cardíaca). Também permitiu uma melhoria rápida da tosse e atividade e uma degradação mais lenta da tosse, sons cardíacos e apetite. Pode ser observado um ligeiro aumento dos níveis sanguíneos de aldosterona nos animais em tratamento. Julga-se que tal se deve à ativação dos mecanismos de feedback, não tendo consequências clínicas adversas. Pode haver uma hipertrofia da zona glomerulosa adrenal relacionada com a dose, a níveis de dose elevados. Num ensaio de campo realizado em cães com doença degenerativa crónica valvular 85,9% dos cães apresentaram boa adesão ao tratamento (≥ 90% dos comprimidos prescritos foram administrados com sucesso) durante um período de três meses.

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